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 Fanfic - Kino no tabi

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AutorMensagem
Aika-chan
Escravo(a) Sênior


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Data de inscrição : 10/08/2009

MensagemAssunto: Fanfic - Kino no tabi   Ter Ago 11, 2009 11:27 pm

Espero que gostem ^^

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Breve explicação do anime: “Kino no tabi” é baseado em um livro e conta a história da pequena menina kino, ela tem por volta dos 12 anos e viaja pelo mundo com sua motorrad, “Hermes” que por uma força desconhecida da natureza e não demonstrada no anime... Fala... Sim... A moto fala... A história na verdade se passa em um mundo diferente do nosso... E cada país que a jovem kino passa, tem uma cultura e costumes diferentes. Faz parte de suas concepções, porém, não se meter muito no assunto das pessoas que ela acaba por conhecer e ficar apenas três dias em cada país, para não se apegar a nada e nem ninguém. Ah! Antes que eu me esqueça, ela carrega duas armas para proteção própria, até porque, nunca se sabe o que poderá encontrar no próximo país.

Classificação: Livre

Gênero: Aventira e fantasia

PorAika Miyo

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Aika-chan
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MensagemAssunto: Re: Fanfic - Kino no tabi   Ter Ago 11, 2009 11:29 pm

Capítulo 1 - Uma Cidade sem mulheres...

As folhas das árvores dançavam com o vento, e as mesmas, ainda que eternamente paradas, pareciam dançar junto. Talvez fosse aquele lugar, onde, de dia, até mesmo as pedras ganhavam vida com a maneira perfeita que o sol nelas batia.

A floresta tinha uma linda melodia, criada pelos pássaros. Os animais, em completa harmonia com o lugar, comiam e brincavam entre os galhos em paz. Paz... Essa era a palavra que definia o local, fazendo sorrir a pequena Kino, que por ali passava.

– Que lugar tranqüilo – Suspirou a garota, com os olhos fechados, sorrindo – não?! Hermes...

– Sim – Concordou a Moto – Hm... Kino... Para onde estamos indo?

Abrindo novamente os olhos e curtindo o vento que passava pelo seu corpo, passando por seus curtos cabelos e fazendo esvoaçar o seu casaco, a pequena Kino acelera a Moto.

– Para um País muito interessante, disseram que lá é onde se localizam os melhores pratos e as mais deliciosas sobremesas.

A moto faz algo que lembra um suspiro, fazendo Kino sorrir um pouco novamente.

– Que foi Hermes?

– Espero que tenha um bom mecânico lá, meus pneus estão um pouco murchos.

Eles continuam andando, até que avistam ao longe uma grande cidade e param para vê-la. Kino já havia viajado para muitos lugares interessantes, mas aquele lugar era diferente, vendo de longe, podia-se observar que era enorme e cercado por resistentes muralhas.

Ainda bem que estavam altos, ou não poderiam observar a grande quantidade de casas, lojas, ruas e pessoas que estavam lá dentro. Ligando novamente a moto, eles foram ao encontro daquele belíssimo lugar.

Kino sentia o coração pulsando, e a ansiedade consumindo-a cada vez mais, como sempre ficava ao aproximar-se do próximo destino. Mas, ao chegar lá...

– Não poderei deixá-los passar! O porteiro da muralha, com sua mão á frente, em sinal de pare olhava-os bravo, era forte e carregava uma pistola ao seu lado, olhando para Kino de maneira superior. – Infelizmente os habitantes não recebem muito bem os viajantes, terão que dar meia volta...

A garota desce de sua moto, retira seu capacete e óculos de proteção, olhando fixamente para o homem com seus olhos cinza, levemente amarelados.

– São apenas três dias, ouvi falar muito bem a respeito desse país e queria conhecê-lo melhor.

Os dois ficam se olhando, Kino percebe que suas palavras, de alguma forma, fizeram algum efeito nele. Os olhos antes rígidos e calculistas do homem á sua frente, pareciam mais felizes agora e ele pareceu orgulhar-se muito de morar num lugar que outros vêem com bons olhos.

– Bem, já que é assim. Eu acho que não tem problema deixa-lo ficar.

Kino sorri de lado e volta a subir em Hermes. As pessoas gostam de receber elogios, ela sabia disso. Dando impulso, liga a moto, que começa a fazer o famoso barulho de motor em funcionamento. Observa atentamente o homem puxando uma grande alavanca e abrindo a porta, para então, colocar os óculos de proteção e entrar.

Dentro, o país era ainda mais bonito, havia lindas estátuas espalhadas por todo o lugar, com alguns homens em volta, trajando roupas soltas, segurando pincéis e pintando nas telas o que viam. Lindos canteiros de flores, praças, onde os moleques se divertiam, todos sujos ou com algum machucado, mostrando o quanto já tinham brincado. As ruas eram limpas e por elas, algumas vezes, alguns carros passavam, atrapalhando o jogo de futebol dos adolescentes e adultos.

Continuando a andar, Kino pode ver as mais diversas lojas. Teria de tudo naquela cidade? Já passara por bibliotecas, escolas, Hospitais, lojas de comida, Armazéns, Lojas de carros e automóveis em geral, pastelarias, casas de banho e muitas, muitas casas. Continuou andando por mais um tempo até achar uma hospedaria que lhe atraísse.

Desceu de Hermes e, segurando-o, foi andando devagar.

– Você percebeu? Kino?

Ela continua andando, abre a porta e é recebida por um garoto de aproximadamente 19 anos. Não parecia ser novo e nem velho e seu olhar demonstrava desconfiança, mas sem influenciar em seu atendimento, encaminhou Kino até um quarto.

– Percebeu né?! – Perguntou Hermes, depois de encostado na parede enquanto via a pequena Kino sentando-se na cama e tirando os Botas.

– É... Percebi...

Ao dizer isso, kino foi até a janela, observar a rua, e que visão, estava em um lugar onde podiam se ver várias casas e pessoas.

O sol se pondo dava á vista uma pitada de magia. Da janela ela observava estudantes voltando á sua casa, grupos de amigos sorrindo, um padeiro fechando sua loja, e meninos andando de bicicleta. Meninos. Desde que chegara à cidade não havia visto nenhuma mulher, menina, criança, ou bebe do sexo feminino. Apenas homens, o que será que aconteceu com aquela cidade?

Voltando a sentar-se na cama e olhando para o teto, decidiu não pensar mais nisso, estava cansada e um pouco confusa. Dentro de seus próprios pensamentos, virou para o lado e apagou a vela que iluminava o quarto.

– Boa noite Hermes... Amanhã veremos o que acontece aqui.

– E procurar um mecânico – Completou Hermes, despertando risadas na pequena menina.

– É... Também... Boa noite.

– Boa noite, Kino...

No dia seguinte, assim que acordam Kino e Hermes vão até a padaria, que avistaram na noite passada. Eles entram e Kino rapidamente senta-se no balcão, esperando ser atendida.

Olhando em volta, percebe muitos olhares indiscretos para ela, as pessoas não pareciam estar muito á vontade com a sua presença.

– O que deseja senhor?

Ela teve que segurar o riso, Kino sabia que era facilmente confundida com um menino, já que o próprio nome dá a entender tal coisa, além do fato de ter os cabelos curtos, e seu corpo ainda não estar desenvolvido. Mas nunca havia se deparado com uma situação assim, contudo, achando divertido, resolveu manter a mentira.

– O melhor do cardápio, por favor – respondeu animada.

O homem concordou com a cabeça e passou por uma porta, deixando Kino ali, observando as atraentes tortas que brilhavam na vitrine.

– Kino?

– Diga... Hermes...

– Vo...

– Interessante! – Antes que Hermes pudesse completar sua frase um homem, com um grande, sobretudo que estava sentado ao lado de Kino interrompe-os – Uma moto falante! Você deve ter viajado muito para encontrá-la.

Kino fica olhando-o sem reação, o homem é muito bonito e grande, mas seu sorriso demonstra gentileza.

– Ah... Na verdade não – Responde ela sorrindo – er... Meu nome é Kino, e esse é meu companheiro Hermes.

– Hmm... Interessante – ele fica olhando para Hermes e depois sorri com empolgação – ah! Já sei! Será que eu poderia levá-lo até minha loja para dar uma olhada?

Kino mal acena com a cabeça e o homem já vai levando Hermes

– Ótimo, então vamos.

– Ah... Mas... A minha comida...

~-~-~

Assim que chegam à loja, vêem algo incrível. Centenas de carros, motos, e automóveis de todos os tipos, por fora, o lugar parecia ser tão simples, mas agora, de dentro, a impressão que dava era de ser maior do que o hotel onde kino passara a última noite.

Eles foram andando com cuidado, até chegarem mais ao fundo, onde se localizava um balcão com várias peças. Sem pensar duas vezes ou pedir permissão, o homem começa a olhar Hermes.

– E-espera – Reclama Hermes, mas o homem mal lhe dá atenção e começa a tirar-lhe a roda.

– A roda está ruim, eu vou trocá-la, okay?!

– Por favor – Kino acena novamente com a cabeça e o homem começa o serviço.

Ela olha em volta novamente, os carros são das mais diferentes formas e tamanhos, todos brilhando. O lugar, mesmo mal iluminado, passava uma sensação muito boa, além de extremamente bem arrumado.

– Posso te fazer uma pergunta senhor? – diz Kino sentando-se

– Claro – Responde o homem, sem nem olhar para Kino, concentrado em seu serviço.

– Não sei se vi errado, mas, esse país, só tem homens?

O homem fica um tempo em silêncio e depois se vira, com um olhar sério.

– É... – dizendo isso ele volta ao trabalho – A cidade é muito perigosa para as mulheres, então elas ficam todas dentro de suas casas.

– Sem nunca sair? – Dessa vez foi a vez de Hermes falar.

– Sim, por isso os carros devem ser fortes e revestidos, para quando uma mulher for mudar de casa não correr risco algum.

Kino e Hermes se olham, até onde kino havia percebido a cidade era um ótimo lugar para morar, e, no dia anterior, ela viu várias crianças brincando e se divertindo, a cidade não poderia ser perigosa. Mas decidiu calar-se, já visitou os mais diversos países com os mais diversos costumes, e aprendera que era errado interferir.

Olhando novamente em volta uma dúvida surgiu em sua cabeça, então, sem rodeios, resolveu perguntar.

– Você já deve ter viajado bastante, parece conhecer muita coisa sobre muitos automóveis, experiência adquiria em outros lugares, né?!

A pergunta pareceu ofender o homem, pois esse o olhou sério e levantou-se em seguida.

– Nós não precisamos sair da cidade. Tudo o que queremos está aqui.

Eles dois ficam se olhando por um tempo e Kino percebe que era hora de parar com as perguntas.

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Aika-chan
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MensagemAssunto: Re: Fanfic - Kino no tabi   Ter Ago 11, 2009 11:35 pm

Capítulo 2 - Liberdade...

Mesmo de noite, a cidade não perdeu a sua beleza. Kino, em cima de Hermes, e aproveitando a escuridão, resolve passear um pouco. Amanhã, segundo sua promessa de “ficar apenas três dias em cada País”, ela teria que ir embora.

Sua mente viajava longe, será que nessa cidade todos achavam tudo perigoso, ou, talvez fosse a desculpa que aquele homem encontrou. Sua linha de raciocino é interrompida quando, de longe Kino observa um ser pequeno, coberto por uma capa, estranho, pois já era de noite e todos os habitantes já haviam entrado em suas casas e fechado as lojas.

– O que você acha Kino? – Sussurra Hermes, curioso.

– Não sei...

Kino desliga a moto e vai andando devagar até o vulto, mas este parece perceber sua presença e vira para olhar.

Debaixo daquele pano, um lindo rosto se mostra. Uma menina! Seus cabelos estão cobertos, mas Kino pode perceber a quão bela aquela garota é. Seus olhos gentis fixam em, assustada, e eles ficam se olhando por um tempo, até que Kino resolve quebrar o silêncio.

– Uma... Menina? O que você...

Ela dá alguns passos para trás e acaba caindo sentada, extremamente assustada, até que uma lágrima desliza em uma de suas bochechas rosadas.

– N-não... Não conte para ninguém! Por favor! Eu não queria! Eu só! Estava querendo passear e...

Ela para de falar assim que ouve passos vindos de trás, três homens vinham correndo até eles, para o desespero da jovem garota.

A menina levanta-se e fica olhando os homens e Kino, sem saber o que fazer, seria pega, e então?! O que aconteceria com ela? A cidade era um lugar perigoso para meninas! Ela não deveria ter saído!

Em um rápido movimento, Kino a pega pela capa e coloca-a em Hermes, subindo logo em seguida e ligando-o imediatamente. Mesmo depois dos homens pararem de segui-las, Kino ainda anda um pouco mais, parando em uma rua escura.

– Kino! Eles podiam ter nos pego! – Reclama Hermes, sentindo-se usado.

– Mas não conseguiram – Responde, calmamente.

– Ah! Mas poderiam...

– Obrigada...

Os dois param de discutir e prestam atenção na menina, sua capa havia voado com a velocidade que Hermes correu, mostrando seus longos cabelos pretos, aumentando sua beleza. Era raro, muito raro conseguir encontrar uma menina com tal beleza, que Kino definiu como “indescritível”.

– De nada – agradece Hermes – Mas, por que fugia?

– Hermes! – Repreende Kino, segurando novamente sua moto e indo embora, mas antes, olhando para a menina – Cuide-se...

– Espera! – Pede a menina, segurando no casaco de Kino.

Ele então desce da moto e a encosta na rua, sentando do lado, acompanhado da garota, ela não era muito alta e aparentava ter aproximadamente 10 anos.

– Meu nome é Jooji – apresenta-se sorrindo, agora mais calma – Obrigada por me salvar, você é o viajante que chegou ontem, né?!

– Sou – Concorda Kino – Meu nome é Kino, e esse – Ela olha para sua moto – É o meu companheiro Hermes.

– Prazer em conhecê-la – cumprimenta Hermes – Mas por que estava fugindo?

– A cidade é muito perigosa para meninas... Eu não deveria ter saído de casa, é isso o que acontece, eu deveria saber, mas queria ver como é aqui fora – Ela fica olhando triste para baixo.

– Mas, aqueles homens pareciam ser guardas, não?! Se for pensar que eles estavam lá para proteger, eles não seriam o perigo...

A menina fica olhando-o, sem saber o que dizer, mas logo encontra palavras.

– Não! Não são eles!

– Então quem são? O que é o perigo?

Mais uma vez, ela fica olhando-o, dessa vez, porém, nenhuma idéia surge para resposta e ela apenas abaixa a cabeça e fala baixo.

– O mundo é perigoso, sempre me disseram isso. Não é seguro para as meninas andar pelas ruas. E por isso, tudo o que precisamos está aqui, não precisamos passar pelas muralhas que nos protegem...

– Então é por isso que tem tanta coisa aqui... Mas... – Insiste Kino – Por que as meninas precisam ficar dentro das casas?

A menina parece assustar-se com a pergunta e logo em seguida responde de modo confiante.

– Ué... Por que sim! Meninas não podem se defender sozinhas! Você é um menino, deve entender...

Dessa vez Kino não consegue segurar o riso, deixando a menina um pouco confusa.

– Já é a segunda pessoa nessa cidade que te confunde com um menino... Né?! Kino? – Comenta Hermes.

– Aham – diz Kino, ainda entre risos e, olhando para a menina, ele completa a explicação – Eu sou uma menina...

A garota fica olhando-a sem reação. Uma menina? Viajando? Passando por vários lugares e sozinha. Protegendo a si mesma. Isso não entrava em sua cabeça, não tinha como entender tal coisa, esperou ouvir que era uma brincadeira, mas ambos, a moto e Kino pareciam estar falando a verdade.

Na realidade. Ela sempre sonhou em viver aventuras, fugir da cidade, mas, tinha medo, todos diziam ser muito perigoso. Ela então aceitou e continuou vivendo sua vida, mas sempre com a imaginação em um outro lugar, pensando como seria o mundo lá fora.

Uma luz ilumina-se dentro dela. Então era possível! Uma simples menina poderia sobreviver fora dos muros do País?! A esperança crescia cada vez mais, e ela não pode evitar de sorrir. Aquela garota á sua frente, Kino, acabara de virar uma pessoa idolatrada para ela, alguém que ela gostaria de ser. E talvez pudesse se roubasse uma moto de alguma loja e fugisse a noite, talvez conseguisse sair.

Não...

Melhor não... Talvez a Kino só conseguisse por ser forte, mas ela, nunca seria... Deixou para lá a idéia, sem falar que mesmo que conseguisse sair nunca passaria pela floresta.

A floresta!

– Kino! Como você atravessou a floresta?

Kino olhou para Hermes e depois de volta para a pequena Jooji.

– Passando... Fomos andando e chegamos até aqui, não teve segredo...

– é... E foi muito agradável... – Completou Hermes.

A menina olhou-os desconfiada.

– Mas, todos sempre disseram que era assombrada...

– Assombrada? – Indagou Kino, curiosa, será que estavam falando do mesmo lugar? – ela era tão bela, as árvores pareciam falar comigo...

– Mesmo? – Perguntou Jooji, ela parecia estar empolgada.

Assim, as duas continuaram conversando, Kino contando-lhe suas aventuras e vendo o sorriso da garota aumentando cada vez mais, o que lhe dava ainda mais vontade de contar-lhe mais e mais, até que o sol começou a nascer e o primeiro canto dos pássaros chegou aos seus ouvidos.

– Nossa! Já amanheceu! – Diz Kino, olhando para o céu, sorrindo, diferente de Jooji que levanta num pulo.

– Essa não! Eu preciso voltar! Logo as pessoas vão acordar! – Ela parecia muito aflita e Kino levanta-se junto, acordando Hermes – Não! Eu não vou chegar a tempo.

– Quer uma carona? – Pergunta kino, estendendo-lhe a mão.

Ela concorda sorridente com a cabeça, ainda aflita, e ambas sobem na moto, começando a andar pela cidade. Grandíssimo erro, pois as pessoas que já saíam de suas casas e lojas, ao verem Kino, carregando uma menina ficavam espantadas, ou melhor, bravas.

Mas as duas só perceberam isso quanto já era tarde demais. Kino viu que as pessoas começaram a cercá-la, bravas, desde adultos até crianças, nenhum com uma boa cara.

– Ei! O que você pensa que está fazendo? – Pergunta o padeiro, com um facão em uma das mãos.

Kino é forçado a parar de andar, pois várias pessoas já estão cercando-o. As pessoas então começam a falar paralelamente.

– Ele está carregando uma menina!

– Ele a raptou!

– Sabia que era perigoso!

– Não deveríamos tê-lo deixado entrar!

– Peguem-no!

A jovem Kino fica apenas observando-os, passando a mão perto de uma de suas armas, se fosse preciso, não pensaria duas vezes antes de usá-la, não queria morrer, não podia, prometera isso á sua mestra.

– Espera!

A jovem que estava sentada atrás desce de Hermes, tentando acalmar a população.

– Ela não me capturou! Fui eu! Não a ataquem!

O padeiro mais uma vez adianta-se a falar, mas dessa vez apontando a faca para a menina.

– Então você garotinha, resolveu desonrar nossas leis?

A situação havia mudado, e agora, quem estava com problemas era Jooji. Ela tremia, e agora? Seria morta?

Mas Kino não podia deixar acontecer. Em sua mente, lembrou-se de algo que há muito tentava esquecer. Lembrou-se de quando sua própria cidade revoltou-se contra ela e ameaçou mata-la. Mas daquela vez era diferente, não deixaria que nenhuma gota de sangue fosse derrubada, nem por primeiros, segundos ou terceiros.

Em um rápido movimento ela pegou sua arma e apontou para o céu atirando e assustando a todos que estavam em volta. Fazendo o padeiro parar e cair sentado.

Todos ficaram olhando assustados para Kino, que os olha brava.

– Não se aproximem!

Todos obedecem.

– Jooji! Suba!

– Que?

Kino tinha um olhar confiante e Jooji entendeu, assim que a menina subiu na moto, Kino ligou Hermes e apontou para um lado da rua, cheio de pessoas, que não eram bobas e, obviamente, saíram correndo, abrindo espaço para Hermes passar.

Acelerando, eles passaram por todos e assim continuaram até chegarem à muralha, a grande muralha, mas Kino, que havia notado como funcionava ao entrar, atirou numa corda, localizada no canto, fazendo os portões abrirem-se e conseguir uma passagem ampla e segura.

Jooji apenas segurava forte a cintura de Kino, com os olhos fechados, seu coração batendo, ameaçando sair pela boca, apertando Kino o máximo que podia, podendo sentir também o coração dela. Estava agitado assim como o seu. Então, heróis também sentiam medo?

Herói não! Heroína! Jooji estava com medo, mas também feliz, dentro de seu coração, sentiu uma sensação tão boa, será que era aquilo o que chamavam de... Liberdade? Se fosse, acabara de se tornar seu sentimento favorito.

Só percebeu que estavam longe quando entraram na floresta. Aquela mesma que Kino passara há dois dias. Assim como antes, ela estava magnífica, brilhante e mágica.

Eles pararam e Kino desceu de Hermes, ajudando Jooji a descer também, suas pernas tremiam, e Kino teve que ajuda-la a ficar de pé.

– Você está bem? – Perguntou Kino, assustado com o estado da garota, mas esta lhe respondeu com um sorriso, abraçando-lhe depois.

– Sim! Obrigada! Obrigada!

Ela parou de abraçar Kino e olhou para as árvores.

– Bem que você disse... Esse lugar... É lindo... – Seus olhos brilhavam, mas será que Kino fizera o certo? O que faria com a menina agora?

Enquanto a garota ainda estava encantada, vendo as árvores, Kino subiu em Hermes e ligou o motor, assustando um pouco Jooji., mas essa logo se recupera.

– ah! Aonde vamos agora? Kino?

Kino coloca o capacete e os óculos de proteção, olhando-a sério.

– Se você quiser, pode voltar...

– Que? – Perguntou a menina, incrédula com a situação.

– Como assim kino? – Pergunta Hermes, até agora calado. – Salvou a menina para depois a fazer voltar?

Kino sorri e respira fundo

– Não, Hermes... – Ela olha para jooji, que já estava quase chorando. – Você pode voltar se quiser, vir comigo se quiser, ou ir andando para lá, onde há uma linda cidade, a qual visitei antes dessa, se quiser...

Jooji ficou olhando-a, nunca alguém lhe dera tantas escolhas, e agora, não sabia o que fazer com elas.

Voltando a olhar para frente, mas ainda sorrindo, Kino completa seu raciocino.

– Por que agora, você é livre...

Ao ouvir isso, o rosto de jooji se ilumina e ela acena.

– Obrigada! Kino! Espero te ver outra vez algum dia!

– Adeus! – Se despede Kino, indo embora, e continuando a sua viajem.

Para onde iria? Isso nem Kino e nem Hermes sabiam, apenas que iriam.



Fim



– Ah! E no final eu nem provei as sobremesas! – Lembra Kino, depois de quase duas horas de viajem.

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Aika-chan
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MensagemAssunto: Re: Fanfic - Kino no tabi   Ter Ago 11, 2009 11:36 pm

E eh isso aew! se tiverem paciência de ler... parabéns! Very Happy

vlw galerinha! xauuu

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MensagemAssunto: Re: Fanfic - Kino no tabi   Qua Ago 12, 2009 12:15 am

Miyo-chan q fanfic sugoiiiiiiiiiiii da hora =^-^= vc tem muito jeito com as palavras , o modo q vc descreveu a floresta fez com q o leitor se sentisse na floresta ,como se estivesse vendo,sentindo,ouvindo e cheirando td q vc descreveu *emocionado* T-T

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MensagemAssunto: Re: Fanfic - Kino no tabi   Qua Ago 12, 2009 12:30 am

waaa *-*

*abraça* obrigada Komui-kun!!!
que bom que vc gostou! -D

meu ciclope gostou de vc! -D

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Obi Tatsu



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MensagemAssunto: Re: Fanfic - Kino no tabi   Sex Ago 14, 2009 2:31 am

Bem é muito boa msm, vc tem muito talento para escrever fico feliz q vc mudo o erro q tinha visto antes.. =D agora sim posso dar 5* ^^
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MensagemAssunto: Re: Fanfic - Kino no tabi   Hoje à(s) 11:33 am

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